Esta Vida De Ultra

Este testo foi publicado num Azulão, como gostei dele decidi transcreve-lo para que todos o pudessem ler.
“Mas afinal o que é isto de ser ultra?
Vamos começar pelo principio, pelo significado e origem da palavra ultra.
Ultra, a palavra vem de latim Ultra . É um prefixo de origem latina que exprime a noção de excesso, de passagem para alem de um limite.
Ser ultra é portanto alguém que vai para alem de… no caso de quem vive a paixão pelo seu clube nas “curvas” significa ser mais adepto que os outros.
Claro que isto é subjectivo e que nas curvas existem muitos Ultras da treta, aqueles que pertencem a uma claque apenas porque é moda, dá estilo e serve de tema de conversa entre os amigos. Destes eu não vou falar pois não merecem o nosso tempo a dar importância a quem não a tem.
Vou falar sim daqueles que tal como eu, desculpem a imodéstia, dedicam grande parte da sua vida na defesa de uma causa, de um estado de espírito.
O panorama ultra português, tal como em todos os outros países, já viveu dias melhores, assim como o próprio futebol.
As constantes intrigas e podridão do futebol português está a tirar gente dos estádios e como tal a tirar malta das curvas.
São cada vez mais raros os grupos novos, criados de raiz .
Nos últimos tempos tudo que apareceu foram grupos provenientes de cisões nos núcleos das grandes claques, o que apenas serve para enfraquecer o grupo principal e criar divisões entre apaixonados da mesma causa, das mesmas cores.
Claro que se há cisões é porque há razões para tal se verificar mas isto são outras “guerras” e afastarme-ia do tema central deste editorial.
No entanto, é importante a união entre os grupos ultras nacionais face aos constantes ataques que somos alvos por parte da comunicação social e da sociedade em geral, que encontra nas claques o bode expiatório para muitos males.
Claro que quem dedica grande parte da sua vida a apoiar o seu clube independente de estar sol ou chuva, o jogo ser longe ou perto, de ter posses para o fazer ou não, merece mais respeito pois nós pagamos para apoiar.
Pagamos bilhetes, transportes, refeições,”vícios”, assistimos a jogos em estádios sem condições, continuamos expostos à boa vontade, e má preparação, das autoridades mas mesmo assim não desistimos.
Somos ultras é pelo nosso clube, pelo nosso grupo, fazemos todos os sacrifícios que forem precisos para que nunca lhes falte apoio.
Quantos de nós não viajaram já clandestinamente, roubaram para comer( e beber), forjaram cartões jovens e bilhetes para não faltarem quando o nosso clube precisa de apoio.
Isto não é ser marginal, é ser ultra !!
Gostar do nosso clube não é crime, é paixão.
Que culpa temos nós de gostarmos mais do nosso clube que os adeptos normais ?
Ser ultra não é uma moda, é um estado de espírito que não está ao alcance de todos, apenas daqueles que estão dispostos a tudo para defender e apoiar as suas cores. “
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